Na minha terra, há uma pluralidade de gêneros e estilos que ainda não tem uma denominação ou um conceito que o defina, muito menos algo que explique com clareza a cena musical atual. São diversos ritmos populares, folclóricos: coco, maracatu, ciranda, baião, frevo, cavalo marinho. Ritmos universais, como: rock, MPB, samba, chorinho. Com tradição e muita originalidade, a música pernambucana vem se destacando no Brasil e no mundo nos últimos anos.
Por muito tempo esta cena musical ficou restrita apenas aos pernambucanos, apesar de ser extremamente atrativa e criativa, essa situação foi revertida nos anos noventa com a revolução dos “Caranguejos com Cérebro”, surge o Mangue Beat.
Breve Histórico - Anos 90
O Mangue Beat veio pra atualizar a cena, que até então era muito tradicionalista, rompeu barreiras e trouxe de volta também artistas populares, ritmos marginalizados. E o mais importante, foi mais que um movimento musical, foi social, influenciou diversas formas de expressão cultural do cinema ao comportamento de seus adeptos, por exemplo. Mesmo depois do falecimento do precursor da revolução, o saudoso Chico Science, a música se renova e surpreende ainda mais nos anos dois mil.
Breve Histórico - Anos 2000
Agora com força total, a música ganhou uma grande ajuda, com a expansão da internet veio a facilidade de gravar e disseminar o trabalho. Novos conceitos foram adquiridos, a música universal se misturou ainda mais e a cultura popular teve um destaque enorme.Os shows hoje, são muito mais que simples concertos de música, são verdadeiros espetáculos. Reuni a utilização de mídias visuais, elementos teatrais, e profissionais de diversas áreas. As “carrocinhas piratas” fizeram o Brega e outros ritmos da periferia serem massificados, industria cultural. Em contrapartida, o frevo foi revitalizado e em seu centenário tornou-se novamente o ritmo predominante no carnaval onde em 2007, o dia 9 de fevereiro foi oficialmente conhecido como o Dia Frevo.
Mas muita atenção!
A música influencia diretamente no comportamento de seus ouvintes, principalmente naqueles que não tem muitos recursos, com pouco ou nenhum estudo. Certas músicas são ofensivas as mulheres, outras aos homossexuais, incitam a violência, o preconceito e a valorização excessiva do corpo. Isso no lado negativo. Por outro lado há músicas que fortificam a cultura local, estimulam o amor, a consciência e ajudam a formar o senso crítico. Por isso atenção ao que escuta e não se deixe levar facilmente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Iaí... O que achou?!